Capoeira Educação & Diversidade

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Roda de Capoeira Fazenda Roseira Campinas-SP

A capoeira foi registrada como Patrimonio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2008, e reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO Órgão das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura em 2014.

A capoeira é uma prática cultural criada através de encontro de diversas culturas dos negros escravizados no território brasileiro no periodo colonial, e que se desenvolveu ao longo dos séculos. Se tornou uma prática tradicional e pedagógica implementada em instituições de ensino no Brasil e no exterior. Se transformou em arte marcial organizada por entidades esportivas a partir de 1930.

Praticada em mais de 160 países é a principal difusora da lingua portuguesa e da cultura brasileira em todo o mundo. Tem sido objeto de investigação por diversos campos do conhecimento cientifico em razão da sua multidisciplinaridade.

A prática cotidiana da capoeira se constituiu como principal ferramenta de combate ao preconceito racial e a integração de valores compreendidos e alinhados à idéia da diversidade. É também dispositivo terapeutico de combate a depressão contribuindo com o fortalecimento da auto estima. Desenvolve e potencializa as habilidades artísticas e musicais do praticante.

A imersão às dimensões da capoeira tem como objetivo despertar o potencial intelectual e cultural residente no corpo do iniciado. As bases para esse desenvolvimentos são os conceitos e práticas oriundas das manifestações afrodiaspóricas como a ginga, o espaço, o corpo e o outro.

Para o entendimento desses conceitos e práticas é realizada uma introdução sobre o que é a capoeira e outras expressões culturais afrodiaspóricas que expressam os hábitos e costumes do nosso dia a dia plural em casa, no trabalho, na rua e nos meios sociais de que fazemos parte.

Imersão

. Contato e conhecimento acerca da tecnologia/tradição da capoeira. Sua história e desenvolvimento;

. Potencial educativo estético-ético na coletividade;

. Musicalidade e ludicidade;

. Auto estima no potencial interativo;

. Valores da capoeiragem como tática e estratégia para uma materialidade diversa;

. Compreensão, reflexão discussão e partilha sobre a pluriversalidade do potencial da capoeira;

. Somos todos capoeira.

Quem

Jornalista profissional. Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (FE-Unicamp). com especialização e Gestão Cultural. Compõe o Conselho Editorial da Revista Capoeirando do Instituto de Artes da Unicamp. Integra o Coletivo Cultural e Ponto de Cultura Capoeira de Valor em Campinas.

Integra também a COJIRA – Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Desde 2009 atua em gestão cultural no âmbito das Políticas Culturais e da Política Nacional do Cultura Viva. Compõe o movimento negro da cidade de Hortolândia

Foi consultor do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para o Programa Cultura Viva . Participou do Encontro da Diversidade – Independência da Cultura, 1ª Reunião da Diversidade Mercosul Cultural Rio de Janeiro 2010. Integrou a equipe de Comunicação Colaborativa da TEIA Nacional da Diversidade realizado na UFRN na cidade de Natal em 2014.

 

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